In EXPO PRESENTE

Ana Catarina Fragoso

Duna

Inauguração quinta-feira, 15 Abril | das 14h30 às 20h
Exposição:  16 de abril a 14 de maio de 2021 | Segunda a sexta, 14h30 – 19h

Espaço Camões da Livraria Sá da Costa

Praça Luís de Camões, 22, 4º andar, 1200-243, Lisboa 

Os trabalhos que compõem a exposição “Duna” de Ana Catarina Fragoso (Lisboa, 1984), são pinturas que foram criadas a partir de visitas à costa Oeste portuguesa – em particular à Praia Azul e às suas dunas selvagens – e materializadas através de suportes finos e flexíveis (papel de aguarela, na primeira sala) ou rígidos (chapa de ferro, na segunda sala). Suportes que servem de base à tinta acrílica aquosa, aplicada de forma fluída e escorregadia, como se ela própria interagisse com os suportes. Estes trabalhos fazem parte de um grupo de obras, que foram apresentadas por Ana Catarina Fragoso na Paços – Galeria Municipal de Torres Vedras, em novembro de 2020. Nas palavras de Ana Fabíola Maurício e Luísa Santos “Se, por um lado, parece que estamos numa duna (ou numa montanha) serena que pede contemplação, por outro lado, o espaço parece fechar-se sobre os nossos corpos, (…) com o que poderia ser uma vaga de enormes ondas marítimas e (…) com o que poderia ser uma vasta paisagem de céus incandescentes e montanhas que se derretem num mar de lava. Como acontece em grande parte do corpo de trabalho de Ana Catarina Fragoso, estas pinturas parecem adquirir as qualidades tridimensionais de uma escultura, com articulações de sombras e luz, de transparências e opacidades, de peso e de leveza que lhes conferem propriedades corpóreas. Não se tratam, no entanto, de pinturas-esculturas como as de artistas como James Rosenquist, em Silo (1963–64) ou Robert Morris, em I-Box (1962), na medida em que não são, estruturalmente, tridimensionais. Contudo, a técnica e as superfícies pintadas implicam uma experiência espacial reminiscente da que é proporcionada pelas esculturas, gerando uma elasticidade híbrida do espaço, criando micro-esferas de proximidades, relacionamentos e co-existências com as diferentes obras e com o universo multifocal que estas suscitam. Perante “Areia Líquida” (…) somos transportados para o espaço exterior da Galeria, para a zona costeira de Torres Vedras, habitada por dunas que, como esculturas efémeras desbastadas pelo mar e pelo vento, parecem inertes e, no entanto, com as ervas e os animais que as cobrem, configuram-se como uma espécie de ser vivo em movimento constante, uma paisagem que se produz e se consome em ciclo, uma paisagem viva que produz simultaneamente o espaço em que existe e o espaço que existe nela própria. Os conjuntos da série “Duna” (Praia Azul, Torres Vedras), (…), quebram e simultaneamente intensificam a escala das peças nas paredes (…). Ao pintar sobre pequenas placas de ferro quinadas na sua margem superior, a artista procura criar a ilusão de que o material que serve de superfície às pinturas verga-se em consequência do peso, mas também, da suavidade e fluidez da tinta. A técnica empregue pela artista produz, assim, um efeito de liquefação das paisagens, mas também um efeito de ondulação e pulsação autónoma que se intensifica e esmorece consoante nos afastamos ou aproximamos das peças. A linha destas peças e os pequenos conjuntos que formam, na sua multiplicidade e diferença, oferece também uma função de onda de ritmos quebrados pelas contrações e dilatações dos espaços entre cada peça, pelo movimento para trás e para a frente gerado pelas diferentes profundidades de cada quina no ferro, e ainda pela intercomunicação dos elementos de cada peça individual, assim como dos conjuntos e da linha como um todo.”

In: Maurício, A. e Santos , L. (2020). Areia Líquida. Edições Câmara Municipal de Torres Vedras. ”

 

Organizada pela Ocupart em parceria com a Sá da Costa Arte esta exposição poderá ser visitada até 14 de maio, de segunda a sexta, das 14h30 às 19 horas, na Praça Luís de Camões, 22, 4º andar, 1200-243 Lisboa, ou noutro horário mediante marcação prévia para geral@ocupart.pt ou para a.sadacosta.mi@gmail.com.

Areia Líquida #4, 2020
Acrílico e ilhós de ferro sobre papel aguarela de algodão
250 × 150 cm

Areia Líquida #3, 2020
Acrílico e ilhós de ferro sobre papel aguarela de algodão
250 × 150 cm

 

Duna #6, 2020
Acrílico sobre chapa de ferro (galvanizado) quinado
15 × 22 × 3 cm

Duna #1, 2020
Acrílico sobre chapa de ferro (galvanizado) quinado
15 × 22 × 3 cm

Duna #8, 2020
Acrílico sobre chapa de ferro (galvanizado) quinado
15 × 22 × 3 cm



 Duna #16, 2020
Acrílico sobre chapa de ferro (galvanizado) quinado
15 × 22 × 5 cm

Duna #10, 2020
Acrílico sobre chapa de ferro (galvanizado) quinado
15 × 22 × 3 cm

Duna #2, 2018
Acrílico sobre chapa de ferro (galvanizado) quinado
15 × 22 × 3 cm

Duna #11, 2018
Acrílico sobre chapa de ferro (galvanizado) quinado
15 × 22 × 3 cm

Duna #7, 2018
Acrílico sobre chapa de ferro (galvanizado) quinado
15 × 22 × 3 cm

Duna #14, 2020
Acrílico sobre chapa de ferro (galvanizado) quinado
15 × 22 × 5 cm

Duna #3, 2018
Acrílico sobre chapa de ferro (galvanizado) quinado
15 × 22 × 5 cm

Duna #13, 2020
Acrílico sobre chapa de ferro (galvanizado) quinado
15 × 22 × 5 cm

Duna #5, 2018
Acrílico sobre chapa de ferro (galvanizado) quinado
15 × 22 × 5 cm

Duna #12, 2020
Acrílico sobre chapa de ferro (galvanizado) quinado
15 × 22 × 5 cm

 

Duna #9, 2018
Acrílico sobre chapa de ferro (galvanizado) quinado
15 × 22 × 3 cm

Duna #4, 2018
Acrílico sobre chapa de ferro (galvanizado) quinado
15 × 22 × 5 cm